Há anos se pesquisa o mapa genético do corpo humano (genoma), sendo que o maior desafio sempre foi explicar e decifrar o código genético do ser humano. Casos como por que às vezes o mesmo código genético exerce respostas diferentes, como o caso de gêmeos univitelinos que possuem genes idênticos intrigava muito os estudiosos desta área. Assim, cientistas e médicos especialistas ao longo de anos de estudos continuam a desvendar cada vez mais estes mistérios e acabam por enxergar um caminho promissor.
Essa revolução biológica aponta para os fatores ambientais, hábitos e estilo de vida como as respostas para essas questões.
Esses fatores são muito mais atuantes na ativação ou desativação dos genes do que se imaginava.
A alimentação, a atividade física, tabagismo, medicamentos, experiências emocionais, são capazes de “ligar” ou “desligar” determinados genes.
Essas “ligações” podem ser para o bem ou para o mal, ou seja, a partir dela pode-se desenvolver uma patologia.Ou não.
O ramo da medicina que estuda esses acontecimentos chama-se epigenética, a interação do meio ambiente com os genomas.
Antes se acreditava que o genoma era determinado apenas na fase fetal através do encaminhamento de nutrientes pelo cordão umbilical, e, assim era formado e definido. Agora, com essas descobertas, já se sabe que as mudanças podem ocorrer ao longo da vida. O câncer, uma das doenças do século, é comprovadamente desenvolvido a partir de apenas 15 a 20% de origem genética, 80% ocorre por eventos epigenéticos (o qual estamos explicando), ou seja, por razões as quais somos capazes de controlar.
Um estudo realizado com genes de gêmeos univitelinos que comprova que a alimentação entre eles durante toda a vida conseguiu mudar alguns genes de um deles ocasionando o câncer e no outro não.
A interação meio ambiente e genética pode ocorrer de 3 formas:
* Metilação: quando hidrogênios e carbonos se agrupam na base de alguns genes e impedem suas ligações
* Histonas: linhas que envolvem o DNA, de acordo com os estímulos externos podem deixá-lo mais ativo ou mais frouxo, podendo caracterizar, inclusive, o câncer.
* Micro-RNA´s: nucleotídeos que percorrem o genoma ligando e desligando genes.
Todas essas tendências de influência em nossa genética será melhor descrita e comprovada dentro de 10 à 20 anos.
Porém, o fator que atualmente está comprovado por determinar e prevalecer à genética é a alimentação. É fato que alimentos ricos em vitamina B podem reverter as histonas quando estas podem gerar a perda de memória e perda da função motora. A substância como o resveratrol, presente no vinho tinto gera a limpeza destas histonas em nosso corpo, ou seja, é definitivamente um fator de grande importância.
Como se vê, o fator alimentação é o comprovado cientificamente. E para se aprofundar nestes estudos é que existe a Nutrigenômica e a Nutrigenética:
NUTRIGENÔMICA: Regulação da expressão gênica por nutrientes e compostos bioativos de alimentos e o impacto no balanço saúde X doenças
NUTRIGENÉTICA: Influência da viabilidade genética na resposta à dieta.
A CIÊNCIA CONFIRMA
MEMÓRIA
A vitamina B12 (proteinas animais, leguminosas, ovos) pode ligar os genes relacionados às funções cerebrais, como a memória.
OBESIDADE
Uma alimentação rica em soja, vitamina B2 (fígado, amêndoas) e ácido fólico (espinafre, feijão) desliga o gene da obesidade.
CÂNCER
Uma dieta rica em vegetais diminui a expressão dos genes ligados ao câncer de próstata em fase inicial.
Polifenóis presente na maçã – supressão do gene do tumor, presenciado no câncer de colon. Inbindo a proliferação.
ENVELHECIMENTO
O gene MTHFR (envelhecimento precoce e alguns cânceres) pode ser controlado com alimentos ricos em ácido fólico.
COCAÍNA
A perda da memória causada pelo uso de cocaína pode ser repassada de geração para geração.
FALTA DE CARINHO
A falta de carinho materno na infância altera os genes que controlam a produção do hormônio do stress, o que pode levar ao longo da vida, à transtornos como a depressão.
DOENÇAS CARDIOVASCULARES
O excesso do consumo de proteínas animais, gorduras saturadas e calorias, associados à diminuição do consumo de frutas, vegetais e fibras interferem diretamente nos fatores de transcrição gênica aumentando o risco de Doenças Cardiovasculares (DCV).