quarta-feira, 31 de outubro de 2012


EPÍGRAFE


Embora ninguém possa voltar atras e fazer um novo comeco...Qualquer um pode comecar agora e fazer um novo fim.      




Chico Xavier

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Resenha -Resumo 
A autoridade, o desejo e a alquimia da política: linguagem e poder na constituição do papado medieval (1060-1120)
As palavras ressoaram amargas aos ouvidos do velho bispo. Eram secas, ásperas, de uma rispidez cortante. Formavam um tipo de som rude e sem concerto. Ele acreditava que jamais ouviria o nome de um ministro da fé, um eleito para o alto grau do episcopado, ser proclamado em falas como aquelas. Sobretudo, o seu próprio nome. Filho da aristocracia veronense e ilustre benfeitor de igrejas e monastérios, o bispo de Parma não imaginava que escutaria alguém se referir a ele como o homem que "universalis ecclesia tanquam loetale virus evomuit, ut revera putridum membrum de propriis visceribus amputavit, in geennalis baratri profunda demersit, et quasi stercus hominum intra latrine obrutum obstruxit" (a Igreja universal vomitou como veneno mortal, amputou de suas próprias vísceras como um órgão pútrido, mergulhou em um profundo poço infernal e escondeu em uma latrina como se fosse excremento de homens).
Leste da Gália, sessenta anos depois. A busca de duas ordens religiosas pela pureza da vida monástica prosseguia pela correspondência trocada entre um abade e um prior. Insatisfeitos com um acentuado formalismo ritual e uma excessiva ornamentação exterior da fé, Bernardo, abade de Clairvaux, e Guigo, prior da Grande Cartuxa, encorajavam-se mutuamente a persistir nos votos de guiar os monges para o encontro com a misteriosa voz celestial que se entrega aos ouvidos somente no isolamento e no silêncio do claustro. Mas, para levar essa obra adiante, alertou Bernardo a seu interlocutor, seria preciso conhecer os tipos humanos. Pois - prosseguia o abade em suas cartas - a existência terrena diferencia aqueles que nascem iguais e vêm ao mundo indistintamente, à imagem e semelhança de Deus. Ela marca seus corações, confunde seus espíritos e isso faz da tarefa de discipliná-los um fardo insuportável. Há aqueles que amam a Deus por que o consideram bom. Estes são os verdadeiros filhos, reconhecem a face do Pai e rendem-lhe orações e boas obras; sabem que praticar a caridade é estar em comunhão com a vontade divina. Porém, existem os que amam a Deus por que ele é poderoso. Estes são escravos em suas consciências, estão dominados pelo apego a si mesmos e seu amor não passa de um temor pela própria integridade. Por fim, dizia Bernardo, há uma terceira categoria de homens: os que amam a Deus por que ele se mostra bom para eles. Estes enxergam no Pai somente alguém que lhes traz vantagens. Seus olhos são sensíveis às aparências, seus corações impenetráveis para a fé. Saciar os próprios interesses é o único princípio que reconhecem. 
Segundo o notório cisterciense, através da capacidade de desejar realiza-se na alma a comunhão existencial almejada pelo próprio criador desde as origens. E quando Deus se afasta de seu rebanho, desamparando-o, ele, na realidade, age da forma mais eficaz para atiçar a sensação de falta, de privação, isto é, para mover as engrenagens do desejo: nempe qui idcirco recedit ut avidus requiratur, quonam modo, si abesse nescitur, quiritur? (por esta razão ele [o Espírito Santo] se retira, para ser desejado mais avidamente: de que modo poderíamos sentir sua presença, se não ansiássemos por sua ausência?).Por certo - continuava Bernardo - Deus se revela ao gênero humano desde o tempo dos patriarcas. 

Resenha - Resumo

Caridade, abre as asas sobre nós: política de subvenções do governo Vargas entre 1931 e 1937

É reconhecido plenamente que ao longo das décadas de 1920 e 1930 houve uma expansão de medidas políticas voltadas à assistência aos pobres na forma de caridade e/ou filantropia. Direta ou indiretamente, essas políticas agiram em favor da união de interesses entre o Estado brasileiro e a Igreja católica, o que significou para esta última, um acréscimo em número de instituições e no prestígio que angariou para o desenvolvimento da assistência nos moldes cristãos.1
Nessa época, o relativo alcance das tensões que marcaram desde 1889 o convívio entre a República e a Igreja foi superado pela remoção de um paradoxo vivenciado pelas elites republicanas. Ao fundarem um Estado laico no qual iriam predominar episodicamente correntes anticlericais, essas elites demonstraram pouca disposição em assumir de forma pragmática a separação Estado-Igreja de 1890, substituindo-a, para empregarmos um termo weberiano, por uma afinidade eletiva que implicou na atração recíproca entre sucessivos governos políticos e católicos para que objetivos aparentados pudessem realizar-se. Limitaram-se tais elites, com efeito, a produzir um exercício retórico que parecia mais expor precauções diante da maioria católica, e menos uma ação que aprofundasse medidas de laicização afeitas às sociedades políticas contemporâneas.
Entre o período demarcado pelo governo provisório e o governo constitucional de Vargas (1930-1937), foi que a Igreja e suas organizações mais puderam usufruir, legal e financeiramente, de benefícios direcionados ao desenvolvimento de seus projetos pastorais e administrativos no campo específico da caridade.

Entre caridade e política: a república das subvenções


Na década de 1930, a caridade se apresenta como termo-chave que nos aproxima da compreensão sobre o funcionamento das políticas de subvenção praticadas pelo governo. Desenvolvidas pela práxis racional-legal elas permitiram o trânsito nas relações entre Estado e sociedade civil, e, particularmente, entre Estado e catolicismo em, pelo menos, dupla valência: assistir ao exército de desvalidos, órfãos, "artífices do ócio" que estavam à margem do discurso de modernização proposto pelo Estado no pós 1930; e garantir o fluxo ininterrupto de recursos para centenas de organizações particulares que se ofereciam como portadoras de um projeto público de perfil salvacionista.
Quanto à forma de fiscalização e inspeção dos estabelecimentos, o decreto mandava que o Ministério da Justiça e Negócios Interiores designasse funcionários de sua imediata confiança, em número não superior a cinco. Competiam a esses funcionários, três funções básicas: inspecionar todas as dependências do estabelecimento, de modo a poder fazer juízo completo sobre as suas condições de higiene e instalação, bem como sobre a eficiência de todos os serviços, notadamente os que fossem prestados gratuitamente; verificar se o auxílio concedido fora dado em proporções aos serviços prestados e se eram observados pelos dirigentes da instituição os dispositivos do regulamento, estatuto ou compromisso, podendo exigir todos os elementos e informações necessários à perfeita elucidação desse ponto; examinar os livros de receita e despesa, matrículas, registros e outros a respeito da vida interna do estabelecimento, podendo exigir contratos, compromissos ou termos de responsabilidade, dos quais decorriam ônus à instituição.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

considerado de diverso autor sobre a origem da vida a historia dos seres vivos
tesse, A.C. biologia ensino médio vi, 1º E1 São Paulo F T D, 2007 capitulo 46

Sergio linhares,Bacharel e licenciado em historia natural pela universidade do brasil ( UFRJ)

Fernando Gewandsznajder, licenciado em biologia e Doutor.

O cientista Francisco Redi (1626-1698) foi o primeiro a questionar uma hipótese alguns cobertos com gaze e deixando outro abertos . Redi realizou suas conclusões afirmando que tordos os seres vivos vem sempre dos outro seres vivos era teoria da biogênese.
Em 1862 cientista francês Louis Pasteur (1922-1895) ferveu cado de cana e consegui conserva-lo estéreo por muito tempo  em um vidro cujo formato embora permitia a entrada de ar ( o que segundo os defensores da geraçao espontânea , era essencial para que  microrganismo surgida ela matéria em vida ) impedia que a poeira, se no clado depois de vários meses, fez com que o caldo entrasse  em contato com a poeira e surgiram micróbios no liquido  a teoria da geração espontânea.
os primeiros anfíbios devem ter surgido de um grupo de cronopterígeos . No período daomeano quando pântanos e lagoas nofreram seca periodicas.
No fim do período  permiano, horevel a maior extinção em mana de espécies na historia do planeta : cerca de 90% das especies desapareceram.
no inicio da era megozoica.
uma das aves mais antigas é o arquiopteaix, cujo fóssil data de 150 milhões de anos no período, antes das aves no triarrico ha cerca de 240 milhões de anos surgiram, dos terapsidas os primeiros mamíferos

considerado de diverso autor sobre a origem da vida a historia dos seres vivos
tesse, A.C. biologia ensino médio vi, 1º E1 São Paulo F T D, 2004

José Mariano, Martho biologia das células
A derrubada decisiva da teoria da abiogênese (ou teoria da geração espontânea) levou a uma nova dúvida: já que os seres vivos não são oriundos de matéria inanimada, qual seria, então, a origem da vida? Uma das hipóteses lançadas para responder a essa pergunta é a teoria da evolução molecular.
Baseando-se nessas teorias, diversos compostos orgânicos foram sintetizados em laboratório em experiências que simulavam as condições supostamente existentes na Terra primitiva. Esse trabalho de produção artificial de moléculas foi desenvolvido pelo químico estadunidense Stanley Lloyd Miller no ano de 1953. Miller arquitetou um simulador formado por tubos e balões de vidro interligados e colocou nesse aparelho uma mistura dos gases metano (CH4), amônia, (NH3), hidrogênio (H2), e vapor d’água. Essa mistura gasosa foi, então, submetida a fortes descargas elétricas durante alguns dias.A teoria da evolução molecular é complementar à teoria da Panspermia, que defende que a vida na terra é oriunda de substâncias precursoras de vida proveniente de outros locais do espaço. Os defensores da panspermia afirmam, que, onde quer que a vida tenha surgido, todo o desenvolvimento se baseia na evolução molecular.x